
A Acelen voltou a reduzir os preços dos combustíveis vendidos às distribuidoras na Refinaria de Mataripe, na Bahia. A nova tabela, com vigência desta quinta-feira, 23 de abril, marca o segundo corte consecutivo depois da sequência de altas iniciada em março e intensificada no começo de abril, em meio à pressão internacional sobre o petróleo associada à guerra no Irã.
Na gasolina A, a nova redução foi de R$ 53,10 por metro cúbico, o equivalente a cerca de 5,3 centavos por litro, nas bases baianas comparáveis. Com isso, o produto caiu de valores na faixa de R$ 3,90 a R$ 3,98 por litro sem tributos na tabela de 16 de abril para um novo intervalo entre R$ 3,85 e R$ 3,93 por litro na tabela de 23 de abril.
Em Candeias, por exemplo, o preço passou de R$ 3.905,60 para R$ 3.852,50 por metro cúbico, enquanto em Aratu recuou de R$ 3.953,10 para R$ 3.900,00. Em Itabuna, caiu de R$ 3.971,70 para R$ 3.918,60, em Jequié, de R$ 3.987,60 para R$ 3.934,50, e em São Francisco do Conde, de R$ 3.903,10 para R$ 3.850,00.
O diesel S10 também teve novo recuo. A queda foi de R$ 62,20 por metro cúbico, ou cerca de 6,2 centavos por litro, nas bases baianas. Com a atualização, os preços passaram a variar entre R$ 5,86 e R$ 5,95 por litro, sem tributos. Em Candeias, o valor caiu de R$ 5.929,20 para R$ 5.867,00 por metro cúbico; em Aratu, de R$ 5.976,70 para R$ 5.914,50; em Itabuna, de R$ 5.995,30 para R$ 5.933,10; em Jequié, de R$ 6.012,40 para R$ 5.950,20, em Santo Francisco do Conde.
No diesel S500, a redução foi do mesmo tamanho: R$ 62,20 por metro cúbico, também equivalente a aproximadamente 6,2 centavos por litro. Com isso, o combustível passou a variar nas bases baianas entre R$ 5,64 e R$ 5,73 por litro sem tributos. Em Candeias, o preço caiu de R$ 5.712,20 para R$ 5.650,00 por metro cúbico; em Aratu, de R$ 5.759,70 para R$ 5.697,50; em Itabuna, de R$ 5.778,30 para R$ 5.716,10; e em Jequié, de R$ 5.795,40 para R$ 5.733,20.
Somadas as duas reduções consecutivas, os recuos já acumulam quase 24 centavos por litro na gasolina A e cerca de 28 centavos por litro no diesel S10 e no diesel S500 desde os patamares observados na primeira quinzena de abril. A queda atual aprofunda o movimento iniciado em 16 de abril, quando a refinaria já havia reduzido a gasolina em R$ 186,80 por metro cúbico e os dois tipos de diesel em R$ 217,40 por metro cúbico, interrompendo a escalada que vinha pressionando o mercado baiano desde março.
Nas bombas, o alívio já começou a aparecer, mas ainda de forma parcial. Segundo a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 12 a 18 de abril, o preço médio da gasolina comum na Bahia ficou em R$ 7,33, com queda de 0,9% em relação à semana anterior. O diesel comum teve média de R$ 7,99, com recuo de 0,7%, enquanto o diesel S10 foi vendido a R$ 8,07, baixa de 1,1%.
Em Guanambi, por exemplo, os preços ainda não baixaram e continua sendo vendida a R$ 7,49 na maioria dos postos. De acordo com a pesquisa, houve até aumento de um centavo no preço médio na semana anterior, passando de R$ 7,45 para R$ 7,46.
Apesar da redução média, o consumidor baiano ainda continua pagando caro pelos combustíveis, mostrando que o repasse das quedas da refinaria segue desigual e ainda não foi suficiente para tirar a Bahia do grupo de estados com combustíveis em patamar elevado. O próprio histórico recente mostra que a nova tabela da Acelen tende a aliviar a pressão, mas não garante queda imediata e automática em todos os postos.
A diferença entre a refinaria e as bombas ajuda a explicar esse descompasso. Desde a privatização da Refinaria de Mataripe, em 2021, a unidade sob controle da Acelen passou a operar com política comercial própria, sem seguir diretamente os reajustes da Petrobras. Com isso, a Bahia mantém dinâmica particular de preços, mais sensível ao mercado internacional e a eventos geopolíticos como a recente guerra no Irã, que sustentou a sequência de altas ao longo de março e do começo de abril.
Agora, com o segundo corte seguido nas vendas às distribuidoras, a expectativa é de continuidade do alívio no mercado baiano nas próximas pesquisas semanais da ANP. Ainda assim, o comportamento dos preços ao consumidor dependerá do ritmo de repasse pelas distribuidoras e pelos postos, que nem sempre ocorre na mesma velocidade dos reajustes anunciados pela refinaria.
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