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Lula celebra retomada da produção de fertilizantes pela Petrobrás na Bahia

Fafen volta a operar

16/05/2026 às 09h12 Atualizada em 18/05/2026 às 09h10
Por: Redação
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Lula celebra retomada da produção de fertilizantes pela Petrobrás na Bahia

FAFEN-BA já opera com 90% da sua capacidade e atende cerca de 5% da demanda nacional de fertilizantes. Estatal projeta que a produção nacional de ureia possa atender até 35% da demanda do mercado brasileiro

O presidente Lula afirma que o Brasil precisa diminuir a dependência dos fertilizantes importados. “O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes”, declarou durante solenidade de retomada da produção na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) em Camaçari, na Bahia, celebrada pela Petrobrás.

Na quarta-feira (14), a Petrobrás inaugurou oficialmente a retomada da produção de fertilizantes pela FAFEN-BA. Com investimento de R$ 100 milhões, a unidade já opera com 90% de sua capacidade total e atende 5% da demanda nacional.

A fábrica – hibernada e entregue à iniciativa privada por Jair Bolsonaro – voltou a operar em janeiro. Para o governo Lula, a retomada da produção de fertilizantes no país é decisivo para reduzir a dependência externa do produto fundamental para o fortalecimento do agronegócio e da segurança alimentar.

“O Brasil é um país agrícola, o Brasil é o segundo maior produtor de alimentos, tem hora que é o terceiro. Mas o Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir fertilizantes”, defendeu o presidente.

Lula também criticou a ação de Jair Bolsonaro de desmontar e vender o patrimônio da Petrobrás, com o objetivo de privatizá-la.

“Eu comprei uma indústria de entrega de gás aqui, vocês estão lembrados? A Liquigás, a gente comprou para poder fiscalizar o preço do gás, eles venderam. Eles sempre tentaram privatizar a Petrobrás e com medo de não ser aprovado no Congresso, eles resolveram vender pedaços da Petrobrás. E foi assim que eles foram vendendo pedaços, venderam a refinaria daqui [RLAM da Petrobrás]”, criticou o presidente.

A Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada na Bahia, foi privatizada em novembro de 2021 no governo Bolsonaro, vendida ao fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos. 

“Por que a Petrobras não compra a refinaria? A gente quer comprar, mas pelo preço que a gente acha que é justo e não pelo preço de quem quer vender”, disse o presidente Lula.

“Vocês pensam que eu não tenho vontade de comprar uma distribuidora de gasolina? Você acha que eu me conformei algum dia com a venda da BR? Por que vender a BR? Ao vender a BR, eles tiraram da Petrobrás o direito de influir nos preços, na distribuição. Eu tenho certeza que se a gente estiver no ritmo que a gente dá e se vocês tiverem a vontade política, a gente vai ter uma distribuidora de gasolina outra vez”, completou Lula. 

A FAFEN-BA apresenta uma capacidade diária de produção de 1.300 toneladas (t/d) de ureia, 1.300 t/d de amônia e 178 t/d de Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).

Durante o evento de celebração da retomada da produção na Bahia, a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, ressaltou que uma das grandes oportunidades para o gás natural é a produção de fertilizantes, visto que ele é o principal insumo desse setor. “Nós produzimos o gás junto com o petróleo. Por que não dar a ele um destino nobre em prol do desenvolvimento do país?”, enfatizou.

“É isso que nós estamos fazendo aqui, reabrindo fábricas de fertilizantes, aumentando a produção de gás do Brasil, aumentando a produção de gás do pré-sal e produzindo energia, termoeletricidade e também fertilizantes. É nessa direção que nós vamos prosseguir”, disse  Chambriard.

A FAFEN-BA foi posta em hibernação, junto com a FAFEN-SE, em 2018, por decisão do governo Temer. No final de 2019, Bolsonaro entregou as unidades para Unigel, por meio de um contrato de cessão temporária de 10 anos. No governo Lula, , as unidades foram retomadas pela Petrobrás e, após passarem por manutenção, entraram em funcionamento em janeiro de 2026 e dezembro de 2025, respectivamente.

No mês passado, a estatal também retomou a produção de ureia da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA). A fábrica localizada no Paraná estava paralisada desde 2020, quando foi colocada em hibernação e oferecida para venda durante o governo Bolsonaro.O governo Lula também retomou as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas (MS), paralisadas desde 2014. O início da produção está previsto para 2029. 

Com a UFN-III em operação junto com as demais fábricas de fertilizantes da Petrobrás, a direção da estatal projeta que a produção nacional de ureia possa atender até 35% da demanda do mercado brasileiro.

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