
Em manifestação pública, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), citado na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master.
Após a operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Jerônimo usou as redes sociais para demonstrar apoio ao correligionário.
“Estive com Wagner para levar meu abraço de amigo e companheiro. A Bahia conhece Wagner e sabe que sua história e legado são motivos de orgulho e inspiração”, escreveu o governador em publicação no X, antigo Twitter.
Jerônimo afirmou ainda que o senador é alvo de perseguição política e reiterou confiança em sua atuação pública.
“Reafirmo a confiança no senador que honra a Bahia e lidera com compromisso o governo do presidente Lula. Não é a primeira vez que o perseguem; a verdade há de vencer. E nós, seus verdadeiros companheiros, não soltaremos sua mão, Wagner!”, declarou.
Wagner se defendeu
Em entrevista à BandNews TV, Jaques Wagner se defendeu das acusações. O petista negou qualquer vínculo empresarial com o Banco Master ou com a Credcesta e buscou afastar suspeitas de proximidade com o empresário Daniel Vorcaro. Ele detalhou os contatos que teve com o banqueiro ao longo dos últimos anos e tentou justificar a origem do dinheiro e sobre um apartamento em construção no Horto Florestal, área nobre de Salvador.
Em mensagens interceptadas pela PF, Wagner enviou ao empresário Augusto Ferreira Lima, apontado como gestor ligado ao Banco Master, informações detalhadas sobre o apartamento, incluindo o número da unidade, o contato do corretor responsável pela venda e o valor do imóvel.
Na sequência, Augusto teria acionado operadores financeiros para providenciar a aquisição do bem.
“A Polícia Federal sustenta que JAQUES WAGNER teria encaminhado a AUGUSTO FERREIRA LIMA dados do empreendimento Poème Horto, do corretor responsável pela venda e da unidade nº 1.702, avaliada em aproximadamente R$ 2.450.000,00. Em seguida, AUGUSTO teria acionado VALÉRIO MAREGA JÚNIOR, identificado como ‘VALÉRIO FUNDOS’, para tratar da operacionalização da aquisição do referido imóvel, a qual teria sido efetivamente realizada com o auxílio de DANIEL e DAVID LOPES MONTEIRO”, declarou o ministro André Mendonça na decisão.
Em sua defesa Wagner disse que "É um apartamento que está em construção. Eu tinha interesse em dar o apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima era um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois, eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto. Então, eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento, ou ela financiar”
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