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Petrobras mantém negociações diretas com Mubadala para recomprar refinaria na Bahia

As equipes estão conversando, mas ainda falta mais efetividade

14/04/2026 às 08h26
Por: Redação
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Petrobras mantém negociações diretas com Mubadala para recomprar refinaria na Bahia

A Petrobras mantém negociações iniciais diretas com representantes do fundo soberano Mubadala, de Abu ​Dhabi, para recomprar a Refinaria de Mataripe, ​na Bahia, disseram duas fontes com conhecimento do assunto à Reuters nesta segunda-feira.

As conversas acontecem após uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou em 20 ​de março  que ⁠a Petrobras ​recompraria a refinaria vendida durante o governo Jair Bolsonaro. ⁠Cinco dias depois da declaração de Lula, ​a estatal disse que analisaria a eventual aquisição.

A recompra de Mataripe, segunda refinaria do país em capacidade, era uma ideia inicial ‌do governo Lula, que acabou não avançando.

Mas ‌a disparada ​do petróleo com a guerra no Irã tornou mais evidente a necessidade de ampliar a capacidade doméstica de refino. O país importa cerca de 25% ‌de seu consumo de diesel, o combustível mais consumido no Brasil.

"Há interesse da Petrobras e conversas em curso, mas ainda existem fatores importantes a avançar. Não descartaria um acordo ainda neste ano", disse uma fonte, sob condição de anonimato.

Segundo essas pessoas, as negociações ocorrem diretamente com o Mubadala no exterior, visando um acordo ainda em 2026.

"A relação (do Mubadala) com a Petrobras é muito boa", explicou.

Em 2025, ‌unidade na Bahia alcançou um recorde de processamento de petróleo de 261 mil barris por dia, segundo dados da Acelen, controlada pelo ​Mubadala.

Um dos principais pontos ainda em discussão envolve a avaliação do ativo, vendido em 2021 por US$1,65 bilhão, mas ‌que recebeu investimentos nL1N3ZM1C5 desde que a refinaria trocou de dono.

De acordo com uma das fontes, a refinaria estaria agora operando com cerca de ‌60% de sua capacidade, enquanto ‌o parque de refino da Petrobras está próximo de sua capacidade máxima, para dar conta de atender ⁠o mercado interno em momento em que as importações são mais caras pelo cenário de guerra.

"Eles estão importando muito, a preços altos, e não conseguem operar a pleno", disse a fonte, referindo-se à refinaria da Bahia.

Embora o Brasil seja autossuficiente ​na produção de petróleo, ​o país ainda depende da importação de derivados para atender plenamente o mercado interno. Além do diesel, há preocupações também com a oferta importada de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha.

"Há interesse e há negociações, sim. As equipes estão conversando, mas ainda falta mais efetividade", afirmou uma outra fonte. "Vamos ver se dá 'match' este ano, mas ainda temos ⁠que ver."

Procurada, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente. O Mubadala declinou de fazer ​comentários.

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